Qual a pergunta?

Paro para ler diversos textos que já escrevi e acabo percebendo que nada mais justo do que o título do primeiro texto: Reincidente.

Foram diversas relações nos últimos anos. inclusive àquelas sem títulos, alianças, formalidades. De forma alguma vazios, jamais. Isso realmente eu consigo me enxergar: o mínimo é entregue àqueles que, como escrevi também, dispõem de tempo a minimamente aprofundar-se.

Apesar disto, o ponto continua sendo: onde me encontro?

Buscar o próximo é algo que estou acostumado. Estou acostumado a começos. Assim como o lugar confortável era ser a pessoa com quem se termina, e não àquele que termina, relacionar-se é algo habitual. Contudo, voltar a se relacionar implica, inclusive, errar da mesma forma que errei? 

Bom, fundamentalmente não. Porque compreendo fenomenologicamente, a relação única implica um relacionamento único e singular. Isto porque a pessoa nova com quem se relaciona já permitirá que eu seja alguém diferente. Contudo, eu mesmo permanecerei com certa falta de resposta sobre o que quero. O que por ventura pode acabar no mesmo lugar: viver um sonho que não é seu.

Quero sair porque estar é desconfortável. Quero sair porque viver a dois parece mais legal. Mas enquanto esta for a resposta, eu sinto que apenas fugirei de mim. Sair daqui me parece permanecer aqui. Pois daqui sair para outro lugar, me parece dizer exatamente isto: sair (quase que fugir). Quero sair pelo desconforto, não pela resposta.

Quando tiver a resposta, estarei saindo por mim, não pelo outro. Então, a pergunta certa não seria onde me encontro, mas sim: Qual a resposta?


Comentários